16 de jan. de 2009

Calderón sucumbe à pressão e renuncia

Ramón Calderón não suportou a pressão. Na manhã desta sexta-feira ele se reuniu com a Junta Diretiva do Real Madrid e logo após o encontro foi confirmada a renuncia da presidência do clube merengue.
"Diante das recomendações da Junta, decidi deixar a presidência", afirmou Calderón em entrevista coletiva. "Cometi erros, não irregularidades, e saio de cabeça erguida".
Calderón, advogado de 57 anos, torna-se o segundo presidente eleito consecutivo a renunciar no Real Madrid. Em fevereiro de 2006, Florentino Pérez abandonou o cargo que ocupava desde 2000. Agora, o mesmo Pérez, além de Carlos Sainz que acidentou-se ontem no Rali Dakar, despontam como possíveis candidatos nas próximas eleições.
Até lá o Real Madrid terá em seu comando o vice-presidente Vicente Boluda.
Por mais que eu duvide muito que Calderón apenas "cometeu erros, não irregularidades", ao menos ele mostrou algo difícil de encontrar em terras tupiniquins. A mínima decência, hombridade e menos arrogância para deixar o cargo e permitir que o o clube, após mais este abalo, possa continuar sua trilha, sem Calderón.
Não querendo elogiar o ex-presidente, mas parece que, por incrível que pareça, mesmo os maus dirigentes de lá podem ensinar algo para os daqui. Não é mesmo, senhores Miranda, Dualib, Contursi, Petraglia...

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