O ex-jogador Friaça morreu na manhã desta segunda-feira em Itaperuna, no Rio, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado há 45 dias no Centro de Terapia Intensiva (CTI) por causa de uma pneumonia. Aos 84 anos, Friaça foi atacante e quase se tornou herói nacional ao ter marcado o gol do Brasil na decisão da Copa do Mundo de 1950, contra o Uruguai. O jogo terminou 2 a 1 para os uruguaios, que com isso se sagraram bicampeões. Ainda pela seleção brasileira, ele foi campeão pan-americano, da Copa Rio Branco e da Taça Oswaldo Cruz. Ele começou a carreira no Vasco, em 1943, e fez parte do time conhecido como "Expresso da Vitória", que conquistaria o primeiro sul-americano. Jogou no time carioca até 1949 e depois passou por São Paulo (onde foi artilheiro do Paulistão daquele ano, com 24 gols), Ponte Preta e Guarani, intercalando retornos ao time cruzmaltino, do qual sempre se disse torcedor. Encerrou a carreira em Campinas, no time bugrino, em 1958.
Ao terminar a carreira, ele passou a administrar uma loja de materiais de construção, de propriedade da família. Seu sepultamento deverá ser em sua cidade natal, Porciúncula (onde nasceu em 20 de outubro de 1924), que pertence à comarca de Itaperuna e fica a cerca de 343 quilômetros da capital fluminense.
Albino Friaça CardosoApelido: Friaça
Data de nascimento: 20/10/24, em Porciúncula, no Rio de Janeiro.
Principais títulos conquistados: Campeonato Carioca de 45 e 47; Campeonato Sul-americano de Clubes de 48; Campeão Paulista de 49 e a Copa América de 49.
Clubes em que atuou: Vasco da Gama, São Paulo, Ponte Preta e Guarani
Não faço parte da geração tão privilegiada que viu jogadores como Friedenreich, Garrincha, Zizinho, Bauer, Vavá, Didi, Pelé e Friaça. Sim, Friaça também há de ser incluído neste hall de mitos do futebol. Apesar de ter participado de apenas 13 partidas pela seleção e ter marcado apenas aquele único e esquecido gol na final da Copa do Mundo de 1950 (foto acima), Friaça foi um dos grande atacantes do futebol brasileiro, atuando pelas duas melhores equipes do final da década de 40 e início de 50, Vasco da Gama e São Paulo Futebol Clube. Por isso, muito pelo que foi lido por mim, fica aqui a singela lembrança para alguém que deveria ser mais vezes recordado pelo povo brasileiro. Aquele povo que é rotulado de ter a memória curta mas que até hoje prefere lembrar de maneira cruel de um infeliz Barbosa...

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