Escrito por João Marcus
Não é nenhuma novidade que o mundo todo atravessa uma grave crise financeira. Basta acompanhar qualquer cobertura jornalística para se ter noção do fato.
O que parece ser uma novidade tão curiosa quanto coerente, é que esta crise se mostrou realmente sem fronteiras e agora resolveu assolar o antes aparentemente ‘intocável’ mundo da bola!
Vivemos numa época de times turbinados com capital de origem duvidosa. Times que outrora não tinham muita tradição ou torcida se transformam da noite para o dia em máquinas de contratar grandes craques, com uma estrutura de dar inveja a muitas empresas multi-nacionais.
Dois exemplos comuns que podemos mencionar são os ingleses Chelsea e mais recentemente o Manchester City.
O “GAS” acabou!
Os intermináveis bilhões de dólares de Roman Abramovich ao que parece vão ser no mínimo bem mais escassos nos cofres do clube londrino. Nada mais natural! O magnata russo está revendo suas prioridades após ter um prejuízo de bilhões em decorrência da crise. Não há mais tanto dinheiro assim para se aplicar na “lavanderia azul”.
Azar de Felipão!
O mesmo não vai poder contar com as massivas quantias de dinheiro existentes nas gestões Ranieri, Mourinho e Grant para investir em novos jogadores, especialmente nesta janela de transferências de janeiro. Vai precisar se virar com o que tem, mas que convenhamos ainda não é pouco!
É notória a falta que Essien faz ao meio campo, tanto quanto a ausência de um padrão de jogo definido. A meu ver o time está mal postado taticamente e qualquer adversário que souber explorar os espaços existentes no meio de campo, vai se sair bem. É um time que se mostra frágil defensivamente, em especial nas laterais. E o pior, os defeitos ficam evidentes geralmente contra adversários mais qualificados, o que explica os maus resultados em clássicos.
Time de “Armandinhos”
Essien era o homem do “serviço sujo” nos azuis. Apesar de o ganês apresentar bom passe, técnica, força e posicionamento, é inexplicável que um time caia tanto de uma temporada p/ outra em decorrência da ausência de apenas um volante.
Será?
O nigeriano Obi Mikel é no máximo esforçado e o brasileiro Belletti a meu ver foi mal aproveitado no elenco. O que é esclarecido por uma razão óbvia: como escalar jogadores de menos prestígio no time que mais investe em salários de jogadores de alto nível técnico como Lampard, Ballack, Joe Cole, Malouda e Deco?
Convenhamos que o desempenho de Belletti também é no mínimo discutível. Então o que fazer p/ ajustar este time taticamente?
A mudança deve passar pelo meio, acreditem ou não o setor mais frágil do Chelsea devido ao excesso de “Armandinhos” (meio-campistas supostamente criativos e decisivos, mas que pouco auxiliam na marcação e jogadas de recuperação). Esta fragilidade no meio campo deixa a defesa desprotegida com apenas dois zagueiros, tendo em vista que os laterais Bosingwa e Ashley Cole apóiam muito o ataque. Felipão deve encontrar urgentemente uma solução p/ ausência de Essien, não importando qual a alternativa. Seja recuando os alas, acrescentando um zagueiro, ou improvisando algum volante no lugar de um meia ‘Armandinho’, de modo a ter um meio de campo mais coeso e combativo.
Na Europa não é tão diferente assim!
Alinhando com o último post do blogueiro, a despeito das notórias diferenças entre praticamente tudo na relação Europa x América Latina, algumas coisas parecem ser comuns no mundo todo: Grandes interesses sempre haverão de prevalecer sobre as necessidades reais.
Não me parece plausível deixar os ditos craques ‘Armandinhos’ no banco de reservas. Afinal, jogar no clube londrino não deixa de ser uma bela vitrine, tendo em vista que o mesmo disputa as principais competições européias por vários anos consecutivos.
A direção do Chelsea já anunciou que apenas irá contratar, em caso de venda de algum jogador do já enxuto elenco. Este pode ser o destino do insatisfeito Joe Cole e do pouco produtivo Florent Malouda.
Um novo São Caetano?
Desde que o clube londrino conseguiu destaque alguns anos atrás a pergunta que ecoava mundo afora era: “até quando?” Até quando o dinheiro do russo iria sustentar este time na ponta? A resposta parece estar se desenhando lentamente nos últimos meses.
Creio que o maior problema que Felipão irá enfrentar será a desmotivação de alguns jogadores do elenco. Alguns literalmente andavam em campo domingo passado na reedição da final da última UCL contra os Red Devils de Manchester. Eles já podem estar imaginando um futuro sombrio para o time, e estariam preparando seu bote salva-vidas no Titanic que parece afundar lentamente!
Um dos casos é Didier Drogba (que não faz uma boa temporada, mas é acompanhado de perto pela Inter de Mourinho). O marfinense vem de uma grave contusão recente e perdeu espaço no time com a ascensão do irregular francês Nicolas Anelka. Eles são alguns dos medalhões que se consagraram no decorrer dos anos, mas que agora parecem ter perdido a motivação em continuar nos Blues.
Se esta situação prevalecer, o Chelsea que se classificou em segundo na fase de grupos da UCL e que está em franca decadência na Premier League, encerrará mais uma temporada sem conquistas. Esta pressão, mesmo com todo planejamento característico do futebol europeu, deve ser suficiente para que Felipão engrosse a fila dos desempregados em decorrência da crise financeira.
Ironia ou consequência? O dono do time perde dinheiro, o técnico do time, perde o emprego.
Não creio que o trabalho de Scolari ainda possa ser julgado ou medido. O time ainda está desfigurado e não tem a “pegada” e o padrão tático com defesa consistente, marca registrada do técnico gaúcho. Temo que ele não tenha tempo nem mesmo para fazer com que o time fique com “sua cara”. Existem cláusulas contratuais e pesadas multas em caso de ruptura unilateral de contrato. Porém, a cobrança incessante da famigerada imprensa londrina pode colocar o pressionado técnico na berlinda antes mesmo do final da temporada. Para piorar, há boatos que parte do elenco estaria insatisfeito com o treinador. Mais uma razão para tanta apatia em campo e pífios resultados em jogos contra times ditos grandes.
Scolari tem fama de montar times fortes em play-offs. Então é bom que os Blues reajam diante da ascendente e bem organizada Juventus de Turim daqui algumas semanas, pois ao meu ver a disputa da EPL deste ano ficará restrita aos mais tradicionais vermelhos da terra da rainha.
A sorte está lançada. Empenho e competência vão ser o combustível. Sorte apenas a fagulha que reacenderá a ‘chama azul’ deste time com pouca tradição e torcida. Caso contrário, teremos um novo São Caetano, que agora faz discretas campanhas em divisões intermediárias, antes mesmo de ter se firmado como um dos grandes clubes brasileiros.
Exagero? Talvez!
Mas coincidência ou não, até as cores eles compartilham! O Chelsea teve sua oportunidade de ouro temporada passada, assim como o time do ABC em 2002 numa improvável final de Libertadores contra os paraguaios do Olímpia. Ambas desperdiçadas em cobranças de penalidades.
Não sei o quanto o peso de uma conquista como esta influenciaria no destino do clube, mas é fato que atrapalhar não iria!
Ah, aquele escorregão de John Terry ainda vai repercutir por muito tempo!
Boa sorte ao carismático “Big Phil”.
Sou fã de seu trabalho e desejo melhor sorte ao mesmo, apesar de certa indiferença da minha parte quanto ao time londrino. A despeito disto, sou admirador incondicional de três dos principais ídolos da torcida azul: Petr Cech, John Terry e Frank Lampard.
Para Encerrar... (Ufa!)
Acredito que a exemplo do Liverpool dos anos 90, seja hora do Chelsea abrir mão da megalomania, se reestruturar quanto clube, aproveitar as lições aprendidas neste tempo de “vacas magras” e ter a noção que é possível sim, montar times vitoriosos, com estrutura completa e sem capital de origem obscura! Um bom começo também seria pegar umas ‘aulinhas’ com o pessoal da Cataluña. O Barcelona é um caso clássico de uma administração que se reergueu e hoje é um dos clubes mais bem sucedidos do planeta.
Na verdade, não se precisa ir muito longe... Vale lembrar que o próprio clube londrino esteve à beira da falência antes da “parceria” com Abramovich.
Ao que tudo indica, o Chelsea já começou a colocar os “pés no chão” através dos cortes de despesas e no orçamento realizados este semestre. Isto associado a uma renovação do elenco, recuperação plena de importantes peças e um pouco mais de empenho e dignidade de alguns jogadores ‘corpo-mole’, já serão medidas mais do que suficientes para manter o Chelsea figurando entre os grandes por muitos anos.
O que parece ser uma novidade tão curiosa quanto coerente, é que esta crise se mostrou realmente sem fronteiras e agora resolveu assolar o antes aparentemente ‘intocável’ mundo da bola!
Vivemos numa época de times turbinados com capital de origem duvidosa. Times que outrora não tinham muita tradição ou torcida se transformam da noite para o dia em máquinas de contratar grandes craques, com uma estrutura de dar inveja a muitas empresas multi-nacionais.
Dois exemplos comuns que podemos mencionar são os ingleses Chelsea e mais recentemente o Manchester City.
O “GAS” acabou!
Os intermináveis bilhões de dólares de Roman Abramovich ao que parece vão ser no mínimo bem mais escassos nos cofres do clube londrino. Nada mais natural! O magnata russo está revendo suas prioridades após ter um prejuízo de bilhões em decorrência da crise. Não há mais tanto dinheiro assim para se aplicar na “lavanderia azul”.
Azar de Felipão!
O mesmo não vai poder contar com as massivas quantias de dinheiro existentes nas gestões Ranieri, Mourinho e Grant para investir em novos jogadores, especialmente nesta janela de transferências de janeiro. Vai precisar se virar com o que tem, mas que convenhamos ainda não é pouco!
É notória a falta que Essien faz ao meio campo, tanto quanto a ausência de um padrão de jogo definido. A meu ver o time está mal postado taticamente e qualquer adversário que souber explorar os espaços existentes no meio de campo, vai se sair bem. É um time que se mostra frágil defensivamente, em especial nas laterais. E o pior, os defeitos ficam evidentes geralmente contra adversários mais qualificados, o que explica os maus resultados em clássicos.
Time de “Armandinhos”
Essien era o homem do “serviço sujo” nos azuis. Apesar de o ganês apresentar bom passe, técnica, força e posicionamento, é inexplicável que um time caia tanto de uma temporada p/ outra em decorrência da ausência de apenas um volante.
Será?
O nigeriano Obi Mikel é no máximo esforçado e o brasileiro Belletti a meu ver foi mal aproveitado no elenco. O que é esclarecido por uma razão óbvia: como escalar jogadores de menos prestígio no time que mais investe em salários de jogadores de alto nível técnico como Lampard, Ballack, Joe Cole, Malouda e Deco?
Convenhamos que o desempenho de Belletti também é no mínimo discutível. Então o que fazer p/ ajustar este time taticamente?
A mudança deve passar pelo meio, acreditem ou não o setor mais frágil do Chelsea devido ao excesso de “Armandinhos” (meio-campistas supostamente criativos e decisivos, mas que pouco auxiliam na marcação e jogadas de recuperação). Esta fragilidade no meio campo deixa a defesa desprotegida com apenas dois zagueiros, tendo em vista que os laterais Bosingwa e Ashley Cole apóiam muito o ataque. Felipão deve encontrar urgentemente uma solução p/ ausência de Essien, não importando qual a alternativa. Seja recuando os alas, acrescentando um zagueiro, ou improvisando algum volante no lugar de um meia ‘Armandinho’, de modo a ter um meio de campo mais coeso e combativo.
Na Europa não é tão diferente assim!
Alinhando com o último post do blogueiro, a despeito das notórias diferenças entre praticamente tudo na relação Europa x América Latina, algumas coisas parecem ser comuns no mundo todo: Grandes interesses sempre haverão de prevalecer sobre as necessidades reais.
Não me parece plausível deixar os ditos craques ‘Armandinhos’ no banco de reservas. Afinal, jogar no clube londrino não deixa de ser uma bela vitrine, tendo em vista que o mesmo disputa as principais competições européias por vários anos consecutivos.
A direção do Chelsea já anunciou que apenas irá contratar, em caso de venda de algum jogador do já enxuto elenco. Este pode ser o destino do insatisfeito Joe Cole e do pouco produtivo Florent Malouda.
Um novo São Caetano?
Desde que o clube londrino conseguiu destaque alguns anos atrás a pergunta que ecoava mundo afora era: “até quando?” Até quando o dinheiro do russo iria sustentar este time na ponta? A resposta parece estar se desenhando lentamente nos últimos meses.
Creio que o maior problema que Felipão irá enfrentar será a desmotivação de alguns jogadores do elenco. Alguns literalmente andavam em campo domingo passado na reedição da final da última UCL contra os Red Devils de Manchester. Eles já podem estar imaginando um futuro sombrio para o time, e estariam preparando seu bote salva-vidas no Titanic que parece afundar lentamente!
Um dos casos é Didier Drogba (que não faz uma boa temporada, mas é acompanhado de perto pela Inter de Mourinho). O marfinense vem de uma grave contusão recente e perdeu espaço no time com a ascensão do irregular francês Nicolas Anelka. Eles são alguns dos medalhões que se consagraram no decorrer dos anos, mas que agora parecem ter perdido a motivação em continuar nos Blues.
Se esta situação prevalecer, o Chelsea que se classificou em segundo na fase de grupos da UCL e que está em franca decadência na Premier League, encerrará mais uma temporada sem conquistas. Esta pressão, mesmo com todo planejamento característico do futebol europeu, deve ser suficiente para que Felipão engrosse a fila dos desempregados em decorrência da crise financeira.
Ironia ou consequência? O dono do time perde dinheiro, o técnico do time, perde o emprego.
Não creio que o trabalho de Scolari ainda possa ser julgado ou medido. O time ainda está desfigurado e não tem a “pegada” e o padrão tático com defesa consistente, marca registrada do técnico gaúcho. Temo que ele não tenha tempo nem mesmo para fazer com que o time fique com “sua cara”. Existem cláusulas contratuais e pesadas multas em caso de ruptura unilateral de contrato. Porém, a cobrança incessante da famigerada imprensa londrina pode colocar o pressionado técnico na berlinda antes mesmo do final da temporada. Para piorar, há boatos que parte do elenco estaria insatisfeito com o treinador. Mais uma razão para tanta apatia em campo e pífios resultados em jogos contra times ditos grandes.
Scolari tem fama de montar times fortes em play-offs. Então é bom que os Blues reajam diante da ascendente e bem organizada Juventus de Turim daqui algumas semanas, pois ao meu ver a disputa da EPL deste ano ficará restrita aos mais tradicionais vermelhos da terra da rainha.
A sorte está lançada. Empenho e competência vão ser o combustível. Sorte apenas a fagulha que reacenderá a ‘chama azul’ deste time com pouca tradição e torcida. Caso contrário, teremos um novo São Caetano, que agora faz discretas campanhas em divisões intermediárias, antes mesmo de ter se firmado como um dos grandes clubes brasileiros.
Exagero? Talvez!
Mas coincidência ou não, até as cores eles compartilham! O Chelsea teve sua oportunidade de ouro temporada passada, assim como o time do ABC em 2002 numa improvável final de Libertadores contra os paraguaios do Olímpia. Ambas desperdiçadas em cobranças de penalidades.
Não sei o quanto o peso de uma conquista como esta influenciaria no destino do clube, mas é fato que atrapalhar não iria!
Ah, aquele escorregão de John Terry ainda vai repercutir por muito tempo!
Boa sorte ao carismático “Big Phil”.
Sou fã de seu trabalho e desejo melhor sorte ao mesmo, apesar de certa indiferença da minha parte quanto ao time londrino. A despeito disto, sou admirador incondicional de três dos principais ídolos da torcida azul: Petr Cech, John Terry e Frank Lampard.
Para Encerrar... (Ufa!)
Acredito que a exemplo do Liverpool dos anos 90, seja hora do Chelsea abrir mão da megalomania, se reestruturar quanto clube, aproveitar as lições aprendidas neste tempo de “vacas magras” e ter a noção que é possível sim, montar times vitoriosos, com estrutura completa e sem capital de origem obscura! Um bom começo também seria pegar umas ‘aulinhas’ com o pessoal da Cataluña. O Barcelona é um caso clássico de uma administração que se reergueu e hoje é um dos clubes mais bem sucedidos do planeta.
Na verdade, não se precisa ir muito longe... Vale lembrar que o próprio clube londrino esteve à beira da falência antes da “parceria” com Abramovich.
Ao que tudo indica, o Chelsea já começou a colocar os “pés no chão” através dos cortes de despesas e no orçamento realizados este semestre. Isto associado a uma renovação do elenco, recuperação plena de importantes peças e um pouco mais de empenho e dignidade de alguns jogadores ‘corpo-mole’, já serão medidas mais do que suficientes para manter o Chelsea figurando entre os grandes por muitos anos.
Realmente um grande texto de meu colega de contundentes e aproveitosas discussões sobre futebol, principalmente europeu. Tive o respeito óbvio em deixar o seu texto inalterado e assim deixar a visão, opinião e sua maneira de ver e escrever sobre futebol 100% intacto.
As únicas coisas que eu gostaria de acrescentar é que o Liverpool recebe sim ajuda financeira um pouco questionável. Por trás do clube inglês está o estadunidense Tom Hicks. Acho que todos lembram dele, não? Hicks Muse...
A outra é que Felipão pelo jeito está começando a formar a família dele no Chelsea. A reação dos jogadores após o segundo gol contra o Stoke City foi marcante e é sinal de algum comprometimento do elenco com Scolari. E pelo jeito o brasileiro já escolheu o bode expiatório da vez. Como foi Romário em 2002 e Vítor Baia em Portugal, Scolari chutou Drogba para escanteio.
E para finalizar, parece que o Chelsea não está tão quietinho no mercado da bola. Saiu a especulação que os londrinos estariam dispostos a trocar Anelka, Malouda e mais 17 milhões de Euros pelo indisciplinado e infantil Robinho. Pare de fazer lambança, Chelsea.
De resto queria agradecer ao meu amigo João Marcus pelo apoio dado para este blogueiro.

Oh meu querido... Não me coloque em "maus lençóis"! haha
ResponderExcluirBrincadeira... Gostei de vc ter postado o texto diretamente sem nenhuma interferência.
O que eu quis dizer com relação ao Liverpool dos anos 90, é que o time enfrentou um tempo de vacas magras e sem grandes megalomanias (tipo contratação bombástica/cara), durante quase toda a década passada.
Eu sei do dinheiro do Tom Hicks, mas nada tão "vistoso" quanto os dólares de Abramovich. Ainda por que os Reds tem muito peso e tradição, e não "se venderiam" tão facilmente quanto o Chelsea o parece ter feito, pois a repercussão e o impacto em sua imensa torcida seriam enormes. (sei também que já houveram muitos protestos)
O difícil é encontrar algum grande clube europeu hoje em dia que não seja administrado com imensas quantias de proprietários e "mecenas". Creio que só mesmo o Barcelona. Os demais, no mínimo enfrentam crises políticas e escândalos de corrupção.
O escopo deste texto foi concluído praticamente no dia seguinte da patética derrota do Chelsea ante o United. Não que perder p/ os Red Devils seja uma coisa patética, pelo contrário, nada mais natural. Divide com o Barcelona o título de melhor clube europeu da atualidade e com Rooney "voando". Foi patético por que alguns se arrastavam em campo. No terceiro gol, a apatia e má vontade de Ballack foi revoltante.
Os últimos resultados e vitórias dramáticas ao que parecem estão dando sobrevida a Felipão, que já escolhe os bodes expiatórios a serem sacrificados (eu estou com ele!), e a unir seu elenco como uma grande família, a exemplo de todo lugar onde ele desenvolve seu trabalho. Se conseguir isto e o Chelsea desistir de fazer lambanças, os "Blues" tem tudo p/ se manter em destaque, ainda mais numa possível vitória sobre a Juventus de Turim!
O mais engraçado é que o começo de temporada de Felipão no Chelsea é melhor do que nas seleções brasileira e portuguesa.
Ainda acredito que ambos (Chelsea e Felipão) irão dar a voltar por cima.
E no final das contas, pensamos parecido Phil... Parar de fazer lambança, seria seguir a receita de bolo (passo a passo) que sugeri no final do meu texto. Trocar peças defeituosas, cortar gastos desnecessários e começar a pensar como time médio que é, e tudo se ajeitará pelos lados de Stanford Bridge.
Forte abraço e obrigado por publicar o texto.
Diga-se de passagem que após essa pequena reviravolta no caso Felipão, penso que agora o Chelsea deva passar pela Juventus.
ResponderExcluirFavor mudar meu palpite em nosso bolão. O resto permanece, por ora.
Abraços e eu que agradeço apoio!
O Robinho com o Felipão ia fazer chover, falta um driblador no Chelsea, o Joe Cole já foi, anota aí belguete, se o Robinho vier levantamos o caneco e deixamos o portuguesinho vermelho doido pra ir pro real de vez! rs
ResponderExcluir(belo blog, venho acompanhando, mas tenho preguiça de comentar!)
Muito obrigado Letchee!!!
ResponderExcluirEnfim, não discuto a qualidade futebolística do Robinho e sim a cabeça dele. Porque na minha visão a cabeça tem uma importância muito grande quando é preciso ter um grupo tranquilo, coeso, focado.
No Chelsea Robinho seria mais um. Será que ele consegue, no alto de sua marrentisse, ser apenas mais um? No Real ele não conseguiu. Tanto que quando pediu algo que mostrasse que ele era o cara (salário, aumento, etc) ele não recebeu e preferiu sair, de maneira forçada.
E no Chelsea tinha Robben, Wright-Philips e nunca deu muito certo. Ainda mais que o Felipão não costuma jogar com falso ponta. No Palmeiras e Grêmio era Paulo Nunes, no Brasil era Ronaldinho Gaúcho ou Rivaldo e em Portugal era o Cristiano Ronaldo e o Quaresma que mais abriam as jogadas.
Enfim. É um ponto de vista interessante. Mas volto a frisar o que eu penso: Robinho precisa baixar a bola dele e saber ser apenas mais um atleta em um grupo de profissionais, para daí em diante desenvolver o grande futebol que tem.
Obrigado!
Abraços!