Apesar do 0x0 o clássico entre a Internazionale de José Mourinho e o Manchester United de Sir Alex Ferguson foi de encher os olhos. Em um primeiro tempo amplamente dominado pelos ingleses o goleiro brasileiro Júlio César resolveu fechar o gol fazendo duas belas defesas, na cabeçada de Cristiano Ronaldo e no chute cruzado de Ryan Giggs. E o United pagou caro por não ter transformado as diversas oportunidades de gol em mudança no placar. Na segunda etapa Mourinho mudou a equipe e fechou ainda mais o meio-de-campo. Adiantou a marcação e embolou a partida, que caiu de qualidade. Um empate sem gols que deixa tudo em aberto e quem ganha com isso é o torcedor.
No Stade de Gerland o heptacampeão francês recebeu o todo poderoso Barcelona. Logo aos 7 minutos de partida Juninho, sempre ele, cobrou falta e Valdés saiu mal: 1x0. Além desta cobrança de Juninho e uma bola na trave de Benzema, o Lyon teve poucas chances. O Barcelona dominou amplamente a partida e chegou a botar uma bola na trave com Eto´o. Na segunda etapa Henry empatou de cabeça. Empate que não reflete a partida, mas que não deixa de ser um resultado vantajoso para os catalães.Agora as outras duas partidas não tive a oportunidade de assistir (ver as outras duas, simultaneamente já foi uma tarefa árdua), mas cabe o relato de que van Persie, de pênalti, marcou o único gol no Emirates. Vantagem considerável para a partida de volta frente a Roma, já que não sofreu gols em casa.
E em Madrid, o Atlético mostrou que realmente não está mais naqueles dias brilhantes do começo da temporada. Até deu pinta de que venceria, marcando logo de cara com Maxi Rodríguez e chegou a estar outra vez em vantagem no final do primeiro tempo com Forlán. Porém, em duas oportunidades, Lisandro López deixou tudo igual e podemos dizer que o grande vencedor desta rodada foi o Porto. Marcou dois gols fora-de-casa e dessas quatro partidas é a equipe que mais acena para a próxima fase.
Pitaco tático:Fiquei surpreso com algumas escalações das equipes visitantes, principalmente de Barcelona e United. Claramente preocupado com a parte defensiva de seu avançado meio campo, Guardiola colocou em campo Yaya Touré ao invés de Seydou Keita. Segurou mais o Busquets e montou os três zagueiros bem separados, com um claramente no meio e dois quase como laterais, mais ou menos do jeito que Muricy colocou André Dias, Miranda e Rodrigo em 2008. E que zagueiraço este Piqué, hein?
No San Siro, Sir Alex Ferguson, deixou no banco jogadores como Rooney, Tevez, Scholes e Nani. Pelo mesmo motivos de Guardiola, obviamente. E no primeiro tempo funcionou brilhantemente. Sem contar com Vidic a linha de quatro defensiva ficou com Evra, Ferdinand, O´Shea e Evans. No meio cinco jogadores: Carrick e Fletcher como puros volantes de contenção, Ryan Giggs e Cristiano Ronaldo e o sul-coreano Ji-Sung Park. Os dois últimos tinham a incumbência de abrir bem pelos flancos e se aproximar mais de Berbatov, centralizado na frente.
E por quê não funcionou mais no segundo tempo? Muito simples. Mourinho adiantou a sua segunda linha de quatro (sim eu sei que não era bem um linha reta de quatro jogadores e que Muntari estava mais avançado e o Chivu mais recuado, mas apenas quero facilitar o entedimento) em 10, 15 metros. Acontece que Carrick (que estava muitíssimo bem na primeira etapa) e Fletcher não conseguiam mais subir com tanta tranquilidade e servir Giggs, Park e Ronaldo numa faixa mais avançada do campo. Estes três tiveram que voltar mais pela bola, criando uma distância com Berbatov. E quando os três voltavam mais pra buscar a bola, possibilitava o rouba dela e a posse da mesma em uma posição mais incisiva do campo. Foi assim que Muntari se aproximou de Ibra e Adriano, além de Stankovic e Cambiasso terem aparecido mais pro jogo e na área inglesa com mais frequencia.
E não vejo a hora de quarta-feira chegar...

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