Jürgen Klinsmann vem sofrendo duras críticas pelo seu desempenho frente ao Bayern München. Dizem que ele não tem o grupo na mão e que falta experiência para dirigir uma equipe cheia de estrelas e com altas expectativas. Não que Klinsi não soubesse lidar com pressão, pelo contrário, como jogador ele sempre foi aquele que resolvia em campo quando a situação de sua equipe estava periclitante. A questão nos bávaros é outra e que pode ser ligada ao problema Podolski (titularidade na seleção e banco no Bayern) ou ao mimo excessivo a certos jogadores.
Porém se formos analisar a temporada do Bayern podemos constatar que ela não é tão ruim ao ponto de receber tais duras críticas. Obviamente nunca podemos esquecer que o elenco mais caro, o maior poder aquisitivo e a estrutura que o clube alemão tem, deveria trazer consigo, intrinsecamente, a proibição de passar uma temporada em branco.
Mas vamos aos números:
Na Bundesliga, passadas 27 rodadas, os meninos de Klinsi ocupam a vice-liderança, três pontos atrás do Wolfsburg. A diferença está exatamente em uma vitória a mais do Wolfsburg e, consequentemente, uma derrota a mais dos bávaros.
As seis derrotas na Bundesliga foram as seguintes: na Allianz Arena, 5x2 para o Werder Bremen e 2x1 para o recém promovido FC: Köln. Fora de casa, 1x0 para o inofensivo Hannover 96, 1x0 para o Hamburgo, 2x1 para o Hertha BSC e os 5x1 para o Wolfsburg. Resumindo, perdeu fora de casa três partidas para concorrentes diretos ao título, o que não é lá muito catastrófico.
O Bayern ainda conta com o segundo melhor ataque (58 vs. 60 do Wolfsburg).
Pela Copa da Alemanha o Bayern foi eliminado na quarta rodada pelo Bayer Leverkusen, em Leverkusen, por 4x2. Na época o Bayer, do ex-flamengista Renato Augusto, estava voando baixo. Na fase anterior chegou a golear o Stuttgart por 5x1, fora de casa.
Na Champions League os 4x0 contra o Barcelona foi a primeira derrota do Bayern. Na fase de grupos, quando enfrentou Lyon, Fiorentina e Steaua Bucareste, venceu quatro e empatou duas partidas. Nas oitavas destruiu o Sporting e até o confronto contra o Barcelona ostentava o melhor ataque da competição.
Resumindo: oito derrotas em 40 partidas. Isto é ruim? Claro que não!
Mas o problema do Bayern é como está perdendo.
Algumas goleadas aconteceram nesta temporada. Goleadas que não são normais na vida do Bayern. E principalmente em jogos de extrema importância.
Os torcedor comum brasileiros diriam que é coisa de time pipoqueiro. Como não sou uma pessoa leviana prefiro achar uma explicação.
E a explicação está na soma da falta de experiência de Klinsi em dirigir uma equipe, e não uma seleção, durante uma temporada inteira e ter que administrar jogadores de nacionalidades, caráteres, egos e qualidades diferentes. Acredito que se o tempo devido é dado a Klinsi, bom trabalho poderá ser feito tanto que ainda penso que será campão desta Bundesliga.
E depois das constantes críticas que o grupo recebeu, pela mídia e pela torcida, o Bayern reagiu: 4x0, em casa, contra o Eintracht Frankfurt.
É bem verdade que foi preciso um puxão de orelhas do manager Uli Hoeness e de Karl-Heinz Rummenigge, membro do conselho do clube (ambos embaixo na foto com Jürgen Klinsmann).
Puxão de orelha que Klinsi não sabe dar e que antes não precisava ser dado, porque o treinador era Ottmar Hitzfeld, uma velha raposa do futebol. 


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