Com esta alusão a dois filmes eu quero claro elucidar os sobreviventes da Champions League. Chelsea, Arsenal e Manchester United tem em suas mãos 75% de chances de trazer a taça, pelo segundo ano consecutivo, para a ilha britânica. O único que pode impedir que isto aconteça é o Barcelona.
Mas vamos ver como estas equipes alcançaram as semifinais:
Arsenal vs. Villarreal
O confronto mais previsível e, consequentemente menos atrativo. O empate em 1x1 na partida de ida foi mera burocracia dos Gunners, que resolveram facilmente no Emirates Stadium. Theo Walcott parece que recuperou-se bem da grave contusão que o aflingiu, marcando nas duas últimas partidas dos londrinos. Nesta quarta-feira, foi um gol bastante bonito, em uma bela triangulação, com direito a toquinho encobrinho o goleiro espanhol. Na segunda etapa Adebayor e Van Persie, de pênalti, fecharam o placar. Ficou nítida a importância de Marcos Senna no Villarreal. Não quero dizer que com ele em campo o Submarino teria chances de classificação, mas que talvez não teria sido tão fácil para os Gunners. Assim como as quartas-de-final estão de ótimo tamanho para o Villarreal, as semifinais serão a última estação do Arsenal. Ótima campanha, levando em conta o elenco jovem e não tão regular.
Porto vs. Manchester United
Para todos os críticos que gostam de cornetar aqueles que estão no topo, ele mostrou de novo. Pintado como jogar que sumia na hora de decidir e que não era a peça fundamental deste brilhante United nas partidas decisivas (o que não passa de papo sem fundamento, tirando a seleção portuguesa), Cristiano Ronaldo acertou um pombo sem asa de muito longe, logo aos 6 minutos de partida, e assim encerrou o, mais do que esperado, equilibrado confronto. Manchester classificou-se merecidamente e no confronto caseiro com os Gunners deve prevalecer novamente.
Bayern München vs. Barcelona
O Bayern queria se despedir dignamente da UCL. Nem isto conseguiu. Se não fosse o marasmo do Barcelona, o placar poderia facilmente ser favorável aos espanhóis. E dependência, até sem muita criatividade e variação de jogadas, de Ribery chega a ser escancarada. Muito pouco para um Bayern München. Mas se formos realistas, tiveram sorte por estarem nas quartas-de-final. Assim como Villarreal o adversário das oitavas foi um excelente sorteio. Para o ano que vem os bávaros terão que buscar, urgentemente, um meia e um zagueiro, no mínimo.
Para o Barcelona só digo uma coisa: o jogão frente ao Chelsea poderia ser amanhã já. Eles que andama se enfrentando constantemente ultimamente pela UCL deverão fazer um confronto muito interessante.
Chelsea vs. Liverpool
Meu Zeus. Que partidasso. Depois que o Liverpool fez 2x0 no primeiro tempo, após bela cobrança de falta do brasileiro Fábio Aurélio contando com uma tremenda colaborada de Petr Cech e o gol do pênalti existente de Xabi Alonso, acreiditei que a tradição da camisa dos Reds iria prevalecer ao Chelsea. Cheguei até a desejar isto. E isso sem ter o mestre Gerrard em campo, jogando com, analisando bem quadradamente, com quatro volantes no meio: Xabi Alonso, Arbeloa, Lucas e Riera. E até por isso que Fernando Torres não fez praticamente nada. Mostrou que o elenco dos Reds não é o mais profundo dos times ingleses.
Na volta para o segundo tempo o goleiro Reina resolveu empatar com Cech nas falhas. Bem verdade que Drogba desviou, mas aquela bola ele não pode desviar pro próprio gol. E logo na sequencia o zagueiro Alex acertou uma bomba em uma cobrança de falta, empatando a partida.
Lampard virou. Lucas empatou em bola desviada e faltando uns 5 minutos para o final da partida, Kyut fez o vira da virada. Novamente faltava apenas um gol para os Reds e novamente o sonho foi desmantelado. E nada mais justo ser de Lampard o quarto e decisivo gol.
4x4, em um mata a mata entre duas equipes inglesas. Nada mais improvável. Nada mais espetacular. Nada mais inesquecível.

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