Partida de ida, disputando uma vaga na fase de grupos do maior campeonato do mundo, a UEFA Champions League. Jogando em casa, seu time está perdendo por 1x0. aos 13 minutos do segundo, em uma bola sobrada, o jogo é empatado e na comemoração do gol a camisa é tirada. Tal gesto não passa despercebido pelo árbitro, que aplica a rgra e mostra o cartão amarelo. Como já tinha recebido um cartão amarelo no primeiro tempo, é o segundo, consequentemente o vermelho.
Qualquer cidadão que acompanha futebol sabe disso, toda criança, até mesmo os marcianos. Menos os mais atingidos pelas regras do jogo: o jogador de futebol.
É inadmissível que um atleta profissional, que recebe muito dinheiro pelo que faz e carrega uma enorme responsabilidade nas costas, seja com os torcedores, coms os patrocinadores ou com a instituição que ele representa, tenha um desconhecimento da regra, atitudes infantis ou a simples falta de concentração e responsabilidade em campo.
O ato de tirar a camisa já é uma burrice com aquele que paga os seus salários, mas se torna estúpido quando o jogador sabe que pode ser punido e incompreensível quando este jogador já possuia um cartão amarelo anteriormente.
Este fato aconteceu na partida Sporting 2x2 Fiorentina. Vargas havia aberto o placar logo no começo da partida. Aos já citados 13 minutos do segundo tempo, Vukcevic, no mesmo instante que trás as esperanças de volta para os torcedores leoninos, consegue deixar todos seus companheiros na mão tendo que se retirar do jogo. Com um a menos em campo o Sporting ainda conseguiu a virada com um golaço de Miguel Veloso, ams sucumbiu a pressão italiana e teve que se comformar com o empate de Gilardino.
Não tenho dúvida que esta expulsão custou ao Sporting a vaga na fase de grupos, onde o clube lisboeta lucraria incontáveis Euros a mais para seus cofres, e que atitudes como esta de Vukcevic deveriam receber penas pesadas, esportivamente e financeiramente. Porque depois tem torcedor por aí dizendo que a culpa é do treinador...
A outra partida importa desta noite aconteceu na Escócia. O Celtic mostrou, como sempre, força física, forte marcação e só. O Arsenal foi infinitamente mais tímido do que frente ao Everton, mas teve o controle do jogo e a defesa pouco incomodada durante quase todo o jogo. E isto para início de temporada é muito importante. Arsenal não mostrou um belo futebol, mas quero acreditar que foi devido a ordens de Arsène Wenger que queria ver o time com mais posse de bola e tocando ela com mais paciência, consequentemente retardando o jogo. Pensamento coerente, se pensarmos que um 0x0 não seria um mau resultado. Mas a sorte esteve com os Gunners. Duas bolas desviadas, 2x0 no bolso e a vaga (praticamente) assegurada.
Mas será que foi tanta sorte assim????
No primeiro gol é evidente e cristalino que a corrida de Gallas é um movimento treinado. Reparem que ele vem do lado oposto da área, saindo inclusive de um impedimento. Tal jogada se deve a dois motivos: dificultar a visão do goleiro e ter uma peça no rebote do lado esquerdo daonde a falta foi batida. A bola desviou em suas costas, como poderia ter batido e voltado ou saído. O fator sorte está no resvalo da bola, mas a jogada em si é treinada e tem seu propósito.
No segundo gol, por mais que tenha sido gol contra, é uma jogada muito bem trabalhada. O jogador que puxa a arrancada no meio, em 95% dos casos, tentaria enfiar a bola, nas costas da zaga para o atacante que estava se infiltrando por alí (van Persie no caso). Inteligentemente a bola foi colocada para fora da área, para mais longe do gol (olha o paradoxo que muitos que vêem futebol não entendem), para um jogador que está com uma má cobertura da defesa do Celtic porque o lateral escocês teve que dar combate na nascente da jogada. Mas porque tocar para o lateral? Simplesmente para aumentar numericamente a presença na área. Com esta abertura de jogada, um dos três zagueiros tem que sair e combater, assim os dois zagueiros que sobraram ficaram no mano a mano com os dois atacantes do Arsenal, somado a dois meias (um que deu o passe para a lateral mais um segundo meia) que teriam assim mais tempo para entrar na área e serem uma opção de finalização. Não existiria tempo para os laterais do Celtic fecharem ou os volantes chegarem.
Vejam:
Toda sorte, em qualquer gol, em qualquer profissão, vem acompanhada de muito trabalho, inteligência e talento. A sorte só sorri para os merecedores. E estes meninos do Arsène Wenger merecem.
Qualquer cidadão que acompanha futebol sabe disso, toda criança, até mesmo os marcianos. Menos os mais atingidos pelas regras do jogo: o jogador de futebol.
É inadmissível que um atleta profissional, que recebe muito dinheiro pelo que faz e carrega uma enorme responsabilidade nas costas, seja com os torcedores, coms os patrocinadores ou com a instituição que ele representa, tenha um desconhecimento da regra, atitudes infantis ou a simples falta de concentração e responsabilidade em campo.
O ato de tirar a camisa já é uma burrice com aquele que paga os seus salários, mas se torna estúpido quando o jogador sabe que pode ser punido e incompreensível quando este jogador já possuia um cartão amarelo anteriormente.
Este fato aconteceu na partida Sporting 2x2 Fiorentina. Vargas havia aberto o placar logo no começo da partida. Aos já citados 13 minutos do segundo tempo, Vukcevic, no mesmo instante que trás as esperanças de volta para os torcedores leoninos, consegue deixar todos seus companheiros na mão tendo que se retirar do jogo. Com um a menos em campo o Sporting ainda conseguiu a virada com um golaço de Miguel Veloso, ams sucumbiu a pressão italiana e teve que se comformar com o empate de Gilardino.
Não tenho dúvida que esta expulsão custou ao Sporting a vaga na fase de grupos, onde o clube lisboeta lucraria incontáveis Euros a mais para seus cofres, e que atitudes como esta de Vukcevic deveriam receber penas pesadas, esportivamente e financeiramente. Porque depois tem torcedor por aí dizendo que a culpa é do treinador...
A outra partida importa desta noite aconteceu na Escócia. O Celtic mostrou, como sempre, força física, forte marcação e só. O Arsenal foi infinitamente mais tímido do que frente ao Everton, mas teve o controle do jogo e a defesa pouco incomodada durante quase todo o jogo. E isto para início de temporada é muito importante. Arsenal não mostrou um belo futebol, mas quero acreditar que foi devido a ordens de Arsène Wenger que queria ver o time com mais posse de bola e tocando ela com mais paciência, consequentemente retardando o jogo. Pensamento coerente, se pensarmos que um 0x0 não seria um mau resultado. Mas a sorte esteve com os Gunners. Duas bolas desviadas, 2x0 no bolso e a vaga (praticamente) assegurada.
Mas será que foi tanta sorte assim????
No primeiro gol é evidente e cristalino que a corrida de Gallas é um movimento treinado. Reparem que ele vem do lado oposto da área, saindo inclusive de um impedimento. Tal jogada se deve a dois motivos: dificultar a visão do goleiro e ter uma peça no rebote do lado esquerdo daonde a falta foi batida. A bola desviou em suas costas, como poderia ter batido e voltado ou saído. O fator sorte está no resvalo da bola, mas a jogada em si é treinada e tem seu propósito.
No segundo gol, por mais que tenha sido gol contra, é uma jogada muito bem trabalhada. O jogador que puxa a arrancada no meio, em 95% dos casos, tentaria enfiar a bola, nas costas da zaga para o atacante que estava se infiltrando por alí (van Persie no caso). Inteligentemente a bola foi colocada para fora da área, para mais longe do gol (olha o paradoxo que muitos que vêem futebol não entendem), para um jogador que está com uma má cobertura da defesa do Celtic porque o lateral escocês teve que dar combate na nascente da jogada. Mas porque tocar para o lateral? Simplesmente para aumentar numericamente a presença na área. Com esta abertura de jogada, um dos três zagueiros tem que sair e combater, assim os dois zagueiros que sobraram ficaram no mano a mano com os dois atacantes do Arsenal, somado a dois meias (um que deu o passe para a lateral mais um segundo meia) que teriam assim mais tempo para entrar na área e serem uma opção de finalização. Não existiria tempo para os laterais do Celtic fecharem ou os volantes chegarem.
Vejam:
Toda sorte, em qualquer gol, em qualquer profissão, vem acompanhada de muito trabalho, inteligência e talento. A sorte só sorri para os merecedores. E estes meninos do Arsène Wenger merecem.

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